Adré Puga - Entrevista

Adré Puga - Entrevista

Real e imaginário se misturam em “O Outro Significado”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

Adré Puga, é jornalista, produtor de conteúdo e escritor. Já trabalhou em diversos segmentos de comunicação como assessoria de imprensa, redator, clipping, mídias sociais e cobertura de eventos. Exerceu funções em ONGs voluntariamente.  Atualmente trabalha como freelance e faz curso técnico em Produção Multimídia. Tem um blog que aborda assuntos do cotidiano, literatura, espiritualidade, entre outros.

“O livro é dividido em quinze capítulos que levam um nome que se relaciona com o que o personagem principal irá defrontar interna e externamente. Eles também se conectam com a história rimada situada ao final de cada capítulo.”

 

Boa leitura!

 

Escritor André Puga, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, em que momento se sentiu preparado para publicar “O Outro Significado”?

André Puga - Sempre tive como meta escrever meu primeiro livro. Costumo escrever textos curtos rimados, que alguns preferem chamar de poema, e no momento em que encontrei uma conexão entre eles, consegui transcende-los para uma história contínua, que englobasse também o meu ponto de vista sobre assuntos corriqueiros que um jovem pode enfrentar no ambiente escolar e, principalmente, na imensidão que existe fora dele.

 

Aqui pensando... O que será o outro significado... Apresente-nos “O Outro Significado”

André Puga - O Outro Significado retrata a vida de Wes, um garoto que enxerga a vida diferente da maioria. Seu grande objetivo é escrever seu primeiro livro e livrar-se de profissões que não o preenchem. Após ser demitido de seu emprego, sua família se muda com ele para a cidade de Pinneápolis com intuito de matricula-lo em uma instituição mais qualificada. Wes ganha uma sobrevida de ideias quando conhece Abelardo, o faxineiro de sua nova escola. O que ele não imaginava é que ao longo de sua jornada sua história ficaria cada vez mais real, onde ele se vê envolvido em uma série de desventuras, além de presenciar fatos estranhos ocorrendo na cidade. Rodeado de circunstâncias corriqueiras na vida de qualquer jovem, como festas, namoro, bullying, drogas e preconceito, o protagonista usa esses fatores como parte integrante de seu processo criativo, guiando o leitor para uma saga de difícil distinção entre o real e o imaginário.

 

Quais temáticas estão sendo abordadas na obra?

André Puga - As temáticas abordadas na obra são assuntos triviais na vida de qualquer jovem, como festas, namoro, bullying, drogas e preconceito. O personagem principal não só os vivencia fervorosamente e inocentemente como também usufrui desses acontecimentos como forma de engendramento de suas ideias de teor alternativo e até visionário. De forma que o livro ficasse cada vez mais difícil de distinguir entre o ficcional e o verdadeiro, Wes é narrado em primeira pessoa. Com efeito, o leitor passa a enxergar o cenário que ele está inserido a partir de sua ótica pessoal.

 

Podes apresentar alguns tópicos do sumário?

André Puga - O livro é dividido em quinze capítulos que levam um nome que se relaciona com o que o personagem principal irá defrontar interna e externamente. Eles também se conectam com a história rimada situada ao final de cada capítulo. “Além do Óbvio”, “Em Cima do Alambrado”, “Autógrafo do Anônimo”, “Poluição Sonora”, “Gangue de Anjos” e “A Menina do Fundão” são alguns exemplos. O livro também contém um prefácio e uma nota divertida denominada como “publique este livro”, que antecedem o início da história.

 

Apresente-nos um dos textos publicados na obra

André Puga - “Fluxo de ideias constantes, resultados pouco relevantes, a vida tornou-se maçante, na companhia do talento e do inimigo, almejando o rótulo de subversivo, em busca do grande objetivo, de escrever este livro, nada acontece sem um motivo. Pesado é a cabeça de quem veste a coroa, a chuva se tornará garoa, palavras arrogantes da patroa, do falso moralista, de cabeça erguida com apenas uma pista, o último da lista, na lacuna entre a vítima e o protagonista.”

 

Cada texto contém um pedacinho do autor. Comente sobre o momento de criação deste texto

André Puga - Com certeza, apesar de ser uma história de ficção ela contém um pedaço de mim e eu afirmo, sem titubear, que coloquei todo meu coração nela. Essa passagem é referente a história rimada ao final do décimo terceiro capítulo. Ela expõe o quanto o personagem está confuso, fazendo sempre as mesmas coisas e esperando por resultados diferentes. O trecho expressa o fato de que Wes é um cara popular e carismático, porém não consegue lidar com isso, não consegue administrar sua vida de forma harmônica e coerente. Ele sabe que não é uma vítima mas flerta com ela em diversas ocasiões, posicionando-se na linha tênue entre a auto piedade e o protagonismo de sua vida.

 

O que mais o atrai em “O Outro Significado”?

André Puga - O que mais me atrai nessa obra é a sinceridade e a inocência. Não há verdades absolutas, entretanto também não há mentiras. Todo jovem pode passar por situações similares dentro ou fora da escola e temos a disposição o relato de um jovem que, embora seja fruto da imaginação, é alguém que teve de enfrentar os mesmos problemas que os jovens enfrentam nesse contexto. Ao final de cada capítulo há uma história rimada que ilustra o título e os tópicos do capítulo correspondente. Isso torna a leitura mais crível e palpável.

 

Onde podemos comprar o seu livro?

André Puga - Por enquanto o livro está sendo vendido somente no site da editora Giostri. Assim que a pandemia estiver sob controle, passará a ser vendido nas livrarias tradicionais.

 

Quais os seus próximos projetos literários?

André Puga - Penso em escrever uma distopia ou uma fantasia. Ou quem sabe uma fusão entre os dois. Gosto de detectar assuntos polêmicos e transforma-los em processo criativo e, por conseguinte, não só entreter o leitor como também instrui-lo. Penso que uma de minhas funções como escritor é transmitir sempre uma mensagem para o leitor, e é possível fazê-lo mesmo trabalhando com o universo ficcional, pois existem sempre aspectos implícitos que podem ser captados pelo leitor.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor André Puga. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

André Puga - Minha mensagem é que continuem lendo, seja qual for o gênero literário de sua preferência, leia sempre. A leitura é a chave que libertará as pessoas das correntes da escravidão. Conhecimento é poder, a verdadeira arma que deve ser utilizada para se defender e para preservar o livre pensamento crítico.

 

 

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