BEATRIZ RODRIGUES

BEATRIZ RODRIGUES

Não chame o resgate

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

Beatriz Rodrigues nasceu no dia 29 de junho de 2000, é de Belém/Pa, Brasil, atualmente é estudante da UFPA e é escritora em tempo integral, além de estar imersa no mundo das artes em diversas facetas. É poeta, romancista, contista e artesã. Escreveu seu primeiro livro aos treze anos, e desde então vem criando histórias e mundos próprios conforme lhe permite a imaginação. Até então publicou três livros: Beija-sóis, A minha e a sua felicidade e Não chame o resgate! — apesar de ter outros escritos guardados — e está sempre trabalhando em novos projetos. Leitora assídua, é amante de Percy Jackson e literatura fantástica, mesmo nunca tendo arriscado escrever fantasia (ainda).

 

“Descrevi um cenário de guerra silenciosa e conflitos psicológicos onde meus personagens precisam encontrar um refúgio para se salvar em meio ao caos em que o mundo está se apresentando, e cada um deles tem decisões importantes para tomar sobre si mesmos e os demais a cada passo que dão.”

 

Boa leitura!

 

Escritora Beatriz Rodrigues, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou a ter gosto pela arte de escrever?

Beatriz Rodrigues - Primeiramente, agradeço pela oportunidade de falar aqui. Eu escrevia pequenas histórias e poesias desde criança por brincadeira, gostava de colecionar agendas pequenas para escrever, mas era apenas um entretenimento, eu comecei a me dedicar à escrita aos treze anos, quando eu senti que eu podia criar universos semelhantes àqueles que eu lia nos livros que mais gostava, tentei fazer HQ’s, mas eu sempre colocava mais palavras que desenhos, até o momento em que me vi, por um acaso, digitando no computador vários capítulos de uma história que no dia nem imaginava que seria meu primeiro livro.

 

Em que momento decidiu submeter o seu livro “Não chame o resgate” ao edital da Lei Aldir Blanc?

Beatriz Rodrigues - Na verdade eu fiquei sabendo do edital em cima da hora, uma pessoa me avisou no último dia da inscrição e eu precisei correr com a inscrição. Confesso que estava bastante insegura porque ao longo de toda minha carreira escrevendo eu já havia tentado editais e concursos semelhantes, mas dificilmente concluía a inscrição por falta de fé. Mas neste em questão eu decidi que não tinha nada a perder se tentasse, já que tinha um livro escrito apenas esperando uma oportunidade para sair da gaveta.

 

Comente sobre o momento em que soube que seu livro foi selecionado para publicação pelo edital?

Beatriz Rodrigues - Com certeza um misto de felicidade com uma leve incredulidade, precisei ler meu nome no edital mais de duas vezes, até me certificar que era real e correr para contar aos meus amigos e minha mãe; desde então eu sabia que a caminhada não seria fácil, o processo de editoração e preparação de um livro é trabalhoso e demorado, porém eu esperava contar com a minha paciência e dedicação, tendo em vista que esse reconhecimento eu havia merecido pelo meu trabalho, definitivamente muito grata por ter recebido a oportunidade de mostrá-lo ao público.

 

Apresente-nos a obra?

Beatriz Rodrigues - “Não chame o Resgate!” é um suspense dramático de 166 páginas que conta a história do Pietro, alternando os pontos de vista ao longo do livro pelos outros personagens Bernardo e Laura. Descrevi um cenário de guerra silenciosa e conflitos psicológicos onde meus personagens precisam encontrar um refúgio para se salvar em meio ao caos em que o mundo está se apresentando, e cada um deles tem decisões importantes para tomar sobre si mesmos e os demais a cada passo que dão. Boa parte da história se apresenta por meio de feedbacks dos personagens e reflexões dos mesmos sobre a situação em que se encontram, fazendo-os se questionar se a guerra é de fato um acontecimento físico real ou um confronto de ideias nas suas próprias mentes relutantes em abandonar eventos traumáticos que se relembram constantemente.

 

O que mais chamou a sua atenção enquanto escrevia o livro?

Beatriz Rodrigues - Com certeza a forma não-linear que eu construí a narrativa e as mudanças de pontos de vista, assim como o uso tanto da primeira quanto da terceira pessoa ao longo dos capítulos. Não foi uma história planejada, eu comecei a escrever tarde da noite, abri o arquivo do word e só deixei as palavras fluírem sem saber ao certo o que estava fazendo, até perceber o rumo que estava levando. Muito habituada a escrever romance e drama, Não chame o resgate foi o desafio que me proporcionou várias autodescobertas como escritora. E gostei bastante do modo como construí personagens com características tão distintas e ao mesmo tempo tão complementares, de uma forma que não existe um protagonista apenas, todos os três representam um só personagem principal. A experimentação de vários estilos que ainda não havia arriscado colocar em um livro foi o que me fez sentir mais orgulho do resultado da obra.

 

Apresente-nos o cenário, espaço geográfico, escolhido para desenvolvimento da trama.

Beatriz Rodrigues - “Não chame o resgate” não se passa em nenhuma cidade específica, não é uma informação relevante no livro, o cenário é uma estrada de asfalto comprida com vegetação baixa de um lado e uma densa floresta do outro. A maioria das cenas de flashback dos personagens ocorre em abrigos militares e lugares que frequentavam no seu passado, principalmente suas casas com suas famílias.

 

Onde podemos comprar o seu livro

Beatriz Rodrigues - No momento o meu site Beija-sóis ainda não disponibiliza a opção de compra, ainda está em construção. As vendas acontecem diretamente comigo, onde entrego o livro autografado em mãos na minha cidade ou envio pelo correio para todo o Brasil, basta entrar em contato comigo pela página do Facebook ou Instagram.

 

Além de “Não chame o resgate” você tem outros livros publicados, apresente-nos os títulos e segmentos.

Beatriz Rodrigues - Meu primeiro livro escrevi aos treze: A minha e a sua felicidade, é um romance bem leve que conta história do menino Cleber que decide fugir de casa e se perde em uma floresta onde passa por desventuras com uma companheira misteriosa que encontra na mata, foi publicado em 2015. Meu segundo é Beija-sóis, que publiquei em 2020, onde finalmente tive coragem de reunir minhas poesias em uma coletânea e tornar público o que para mim sempre foi mais discreto, e por esse tenho uma grande paixão por ter utilizado cores que gosto muito na capa (azul e amarelo) e a filosofia explicada no livro, tanto que Beija-sóis se tornou a marca do meu portfólio e o nome do meu site e redes sociais.

 

Quais os seus próximos projetos literários?

Beatriz Rodrigues - Atualmente estou escrevendo um romance, fugindo do meu padrão de cenários fictícios, ambientado na cidade onde moro, com temática LGBT, também estou escrevendo um romance policial onde abordo os conflitos de uma detetive com TDAH (déficit de atenção), que confesso que sempre quis dar vida à um personagem com características bem similares às minhas, e tenho projetos de escrever algum conteúdo de fantasia, que geralmente é o gênero que mais gosto de ler, mas ainda não escrevi muito sobre, além de contos. Sempre tenho vários arquivos em aberto no computador e vou escrevendo periodicamente conforme manda meu coração e minha inspiração.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Beatriz Rodrigues. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Beatriz Rodrigues - Há uma coisa que eu gostaria muito que alguém tivesse me dito e insistido na ideia quando eu era criança, que tivesse me olhado nos olhos e dito: Beatriz, pegue um livro e leia. Porque eu descobri o prazer da leitura já no final da infância, e, apesar de ter amado passar anos e anos brincando eu gostaria de ter me dedicado à leitura desde mais cedo. Então eu preciso dizer que, sempre que possível, faça um esforço para ler, não importa o gênero, seja ou não ficção, ou até manuais de instrução e termos de garantia, mas a leitura é a maior esperança que eu tenho para o mundo. E, é claro, apreciem seus autores nacionais, e não falo só por mim, mas por tantos colegas e centenas de escritores brasileiros que tem uma mente tão brilhante e infelizmente não conseguem ver seus livros decolarem porque no nosso país não temos esse costume assíduo de ler. E se a leitura escolhida for o meu livro eu agradeço em dobro, estou sempre disponível nas redes sociais para compartilhar experiências e ouvir outros leitores e escritores.

 

 

 

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