Caio Martinelli - Entrevistado

Caio Martinelli - Entrevistado

Em ‘Vis Vagabundos’ – Abel e Amanda vão te conquistar

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

“Nasci em Campinas em 1992, passei anos em Mogi Mirim antes de me estabelecer em Ribeirão Preto. Acima de tudo sou um leitor. Meu habito de leitura veio tardiamente. Esses anos todos em abstinência pareceram se reverter em uma fome insaciável de ler. Minha preferência por histórias reflexivas e íntimas, que tratam do personagem como reflexo do escritor, não me impedem de ter grande apreço por ficção científica, fantasia, poesia, história em quadrinho e todo tipo de literatura. As influências se manifestam em minha escrita o tempo todo. As referências vêm em forma de homenagem e de agradecimento. Vis Vagabundos é uma dessas histórias que refletem o autor, seu tempo e seu contexto.”

 

“Queria ver ali em forma de literatura um contexto que fosse algo próximo, que fizesse referências às mídias que eu gosto e me influenciam, tudo isso misturado em um contexto sem glamour, sem acontecimentos miraculosos que aparecem para deixar tudo certo com os personagens na história.”

 

Boa leitura!

 

Escritor Caio Martinelli, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a escrever literatura?

Caio Martinelli -  Agradeço por me receberem.  Desde muito cedo as pessoas me consideravam um criança criativa, conseguia, ali com meus bonequinhos, ou subindo em árvores, pulando na grama e areia, criar histórias parecidas que eu assistia nos desenhos ou jogava em jogos. Comecei a ter o hábito de leitura já mais velho, por volta dos 18-19 anos, desde então tenho um volume de leitura alto e essa criatividade que eu tinha para criar histórias na infância se transformou em um jeito de criar histórias, de criar literatura, me deixando sempre ser influenciado e inspirado por vários tipos de literaturas, gêneros e mídias.

 

O que o inspirou a escrever “Vis Vagabundos”?

Caio Martinelli -  Vis Vagabundos foi o produto de uma história que eu gostaria de ler. Queria ver ali em forma de literatura um contexto que fosse algo próximo, que fizesse referências às mídias que eu gosto e me influenciam, tudo isso misturado em um contexto sem glamour, sem acontecimentos miraculosos que aparecem para deixar tudo certo com os personagens na história. Foi então que eu decidi, ao invés de buscar por isso, criar essa história.

 

Apresente-nos a obra

Caio Martinelli -  Sem glamour, sem felicidade, crua e com personagens de caráter questionáveis. Vis Vagabundos é uma história narrada a partir do ponto de vista do protagonista Abel, um jovem estudante universitário de classe média. Preguiçoso, sem muito compromisso com os estudos e com a vida, ele vê uma oportunidade nada louvável de se livrar de um pequeno problema financeiro. A solução se torna um meio de lucro, o lucro se torna em ambição e essa ambição é a lama que fica no rastro de todos os seus passos. A parceria com Amanda acontece por acaso, quanto mais esse laço de amizade e negócios se estreita, mais desesperançoso, caótico e sangrento se torna. Os dois jovens se afundam passo a passo em um buraco difícil de sair enquanto a mídia sensacionalista se recheia de mortes e tragédias para aumentar sua audiência.

 

Como se deu a escolha do título?

Caio Martinelli -  Quando eu escrevo minhas histórias, geralmente, o título é a última coisa que eu coloco, mas nesse caso foi justamente o inverso. Essa conjunção de palavras veio em minha cabeça do nada, “Vis Vagabundos”, a sonoridade me chamou a atenção, eu gostava de como soava, das duas palavras começarem com “V”, pensei que seria um ótimo nome para um livro. Assim sendo, eu comecei a imaginar que tipo de história poderia gerar pessoas que pudessem ser classificadas com vis e como vagabundas. Desta vez foi o nome que eu vida à história.

 

Como leitor, o que mais o atrai na leitura de “Vis Vagabundos”?

Caio Martinelli -  Acredito que a crueza da história, o jeito seco como ela é conduzida, trazendo o leitor para dentro de um contexto que ele sabe que as coisas não podem dar certo, e elas não dão. Os atos e erros têm consequências que não serão compensados em um final feliz.

 

Qual o momento, enquanto escrevia o enredo, que mais o marcou? Comente.

Caio Martinelli -  Em um dado momento da história Amanda (personagem que é companheira de crime do narrador personagem Abel) comenta com Abel sobre uma ação que eles estão prestes a fazer, ela, no diálogo, deixe bem claro que aquilo terá consequências com as que eles não poderão corrigir ou mesmo suportar e ele desanimado, não se importa com isso, só quer seguir em frente e terminar com a história. Nesse momento da narrativa eu que consegui conduzir a história pelo caminho que eu gostaria.

 

Onde podemos comprar o seu livro?

Caio Martinelli -  https://www3.livrariacultura.com.br/vis-vagabundos-2112274399/p

     

https://www.amazon.com.br/Vis-Vagabundos-Caio-B-Martinelli/dp/9895280602/ref=tmm_pap_swatch_0?_encoding=UTF8&qid=1600380764&sr=1-1   

 

https://www.travessa.com.br/vis-vagabundos-1-ed-2020/artigo/b89ca29b-ae61-4082-9109-1e03411967d6  

 

Quais os seus próximos projetos literários?

Caio Martinelli -  Tenho vontade de reunir alguns dos meus poemas e contar uma narrativa concisa entre eles para transmitir uma mensagem importante para as pessoas. Acredito que colocarei em prática em breve.

 

O que a escrita representa para você? Comente como vem se desenvolvendo a escrita em sua carreira literária.

Caio Martinelli -  Escrever é o que me move, é o que me faz seguir em frente, eu não escrevo quando posso, eu não escrevo quando tenho tempo ou ideias, eu organizo minha vida e meu dia para que escrever seja possível, tudo se organiza para que eu escreva.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Caio Martinelli. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Caio Martinelli -  Agradeço vocês pelo tempo e pela entrevista. Aos leitores gostaria de deixar meus desejos para que tenham uma boa leitura hoje e sempre. Que a leitura não seja aquela meta distante e difícil causada por dias extremamente cansativos e curtos. Que a leitura seja presente sempre e nos faça sentir, independente do que.

 

 

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