Joege Eduardo - Entrevista

Joege Eduardo - Entrevista

Dinâmico e de caráter cinematográfico apresentamos “Quem me viu  matar a Titia”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

Doutor em Estudos de Literatura pela Universidade Federal Fluminense; Membro da Academia Luso-Brasileira de Letras, Cadeira 03, Patronímica de António Correia de Oliveira; romancista, contista, poeta e autor teatral, tendo vários livros publicados e peças teatrais encenadas no Brasil e em Portugal.

Informações Importantes: Mais de 20 peças encenadas, dentre as quais "A cobertura" (que virou livro), "Ecologicamente incorretos" e "Um brinde a Aquilino Raposo", esta última encendada também em Portugal, em 2014,  no 27º Festival de de Teatro de Barcelos, no Teatro Gil Vicente pelo grupo TAS.(Direção: Carlos Cruz). 2º Lugar no Concurso Literário da Academia Luso-Brasileira de Letras (2017) e 3º Lugar (2018). Publicação do conto "30 sonetos escritos em um claustro" na revista Ecos da Palavra (Portugal)

 

“Uma narrativa dinâmica e objetiva cuja loucura e psicose são temas centrais. Certamente, o leitor não conseguirá largar o livro enquanto não terminar sua leitura.”

 

Boa leitura!

 

Escritor Jorge Eduardo Magalhães, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o inspirou a escrever “Quem me viu matar a Titia?”

Jorge Magalhães -  Vários acontecimentos. No conto “A boneca”, por exemplo, quando era adolescente, vi uma vez uma mulher no ônibus com um desenho no rosto e fiquei imaginando que se tratava de bruxaria; anos depois, ao ver um conhecido com a mesma marca, descobri que fazia parte de um tratamento médico. Fora que não sou um escritor de gabinete, ando pelas ruas, colho informações, sou um escritor flaneur, e tive a vantagem de trabalhar durante 7 anos na Polícia Militar do Rio de Janeiro, de onde foi minha fonte de inspiração.

 

Apresente-nos a obra

Jorge Magalhães -  Quem me viu matar a titia? Possui três estórias, onde três narradores, que supostamente estão numa prisão ou num manicômio judiciário, relatam suas trajetórias de assassinato. No primeiro conto, “A boneca”, um jovem começa a namorar uma menina que vive com a tia e tem mania de jogar tarô e cuja sala de sua casa há um quadro com um retrato de uma boneca. Sente-se zonzo ao olhar para o quadro. Começa a achar que todos estão envolvidos num complô contra ele, principalmente ao ver a imagem horrenda da tia de sua namorada que tem um estranho desenho em seu rosto. No conto “Quem me viu matar a titia?”, um rapaz fica órfão e é adotado por sua tia viúva e sem filhos. À medida que vai se viciando em drogascomeça a ficar cada vez mais agressivo, e na ânsia de conseguir dinheiro mata a tia e enterra o corpo no quintal. No conto “Bom-bom e Mau-mau”, dois policiais, um mediante tortura psicológica, outro mediante uma conversa amigável, fazem com que um jovem psicótico confesse os detalhes de estupro e assassinato de uma criança.

 

O que mais o atrai na trama de “Quem me viu matar a Titia?”

Jorge Magalhães -  Sempre fui fascinado por narrativas dinâmicas de caráter cinematográficas e temáticas que oscilam entre loucura e realidade, além da solidão humana. A sordidez e o obscuro são temas instigantes.

 

O que o leitor pode esperar ao ler está obra literária?

Jorge Magalhães -  Uma narrativa dinâmica e objetiva cuja loucura e psicose são temas centrais. Certamente, o leitor não conseguirá largar o livro enquanto não terminar sua leitura.

 

Onde podemos comprar o seu livro?

Jorge Magalhães -  Este livro, especificamente, resolvi publicar pela plataforma digital Livrorama, na qual se pode comprar em e-book ou o livro impresso pelo link: https://www.livrorama.com.br/loja/produto/quem-me-viu-matar-a-titia

 

Além de “Quem me viu matar a Titia?” Você tem outras obras publicadas, apresente-nos os títulos editados.

Jorge Magalhães -  Tenho vários livros publicados, cuja temática central é a solidão nos centros urbanos, o autoengano e a busca por amores venais. Posso destacar meu romance Coração venal (2002), no qual um homem só consegue ter relacionamentos pagando; meu livro de contos Família de sombras (2011 – publicado em Portugal), 46 pequenas narrativas sorumbáticas; meu romance O nome tatuado (2014), cuja trama gira em torno de um homossexual que frequenta os banheiros da Central do Brasil; meu romance Heteronímia maldita (2015), que além de dialogar com a poética de Fernando Pessoa, retrata o autoengano e o universo imaginário.

 

Além de livros, você tem escrito diversas peças de teatro. Apresente-nos, um pouco de sua trajetória no teatro.

Jorge Magalhães -  Tenho mais de 40 peças escritas e mais de 20 encenadas, várias delas montadas pela atriz e diretora Zaira Zambelli, que tem um curso de teatro em Copacabana. Geralmente olho os alunos e escrevo de acordo com o perfil da turma. Fazemos essa parceria desde 2006 e tivemos bons resultados. A cobertura, uma das primeiras peças que escrevi para a Zaira, já teve várias montagens e virou livro; minha peça Ecologicamente incorretos também teve diversas encenações, inclusive no Teatro Municipal de Macaé, a convite a Prefeitura, em 2008; outro sucesso foi Um brinde a Aquilino Raposo que participou do 27º Festival de Teatro de Barcelos, sendo apresentada no Teatro Gil Vicente em 2015.

 

O que a escrita representa para você?

Jorge Magalhães -  As ideias surgem involuntariamente em mim, é como se algo falasse em meus ouvidos; sendo assim, escrever significa extravasar, colocar para fora todas essas várias histórias que habitam meu “eu”.

 

Quais os seus próximos projetos literários?

Jorge Magalhães -  Pretendo publicar outras obras, dentre as quais uma metaliteratura que estou escrevendo que se passa este período de quarentena.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Jorge Eduardo Magalhães. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Jorge Magalhães -  Eu que agradeço. Ler é um hábito mágico, a única oportunidade de viajar, inclusive no tempo, sem sair do lugar. A leitura nos permite conhecer diversas culturas, épocas e sociedades; por isso, é sempre bom adquirirmos o hábito da leitura, para desenvolvermos nossa mente e o nosso vocabulário. A leitura de um texto é bem feita com uma análise e reflexão, sem condenar o autor, ou ser um leitor anacrônico, afinal,  o escritor vive a sua época.

 

 

 

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