Vivencias - por Alves dos Santos

Vivencias - por Alves dos Santos

Vivências

Encarei o abismo
Um frente-a-frente pacífico
Não havia mais caminho, apenas
E tudo o que sobrava era silêncio e temor
E tudo o que sobrava era tempo e contemplação
Mas não era bem paz o que eu sentia
Havia em mim um tremor
Havia em mim um rumor
Eram forças infinitas a conspirar
Estrelas que se alinhavam
Marés que se enchiam
Forças que se uniam
Eu era como uma floresta
Aparentemente sem vida
Aparentemente tranquilo
Mas escondia-se nas minhas entranhas
Toda a força da minha natureza
Eu era agora cadência 
Eu era agora ritmo
Eu era mudança em espera
E tudo o que bastou
Foi dar o primeiro passo
Foi abrir as minhas asas
Revelou-se enfim o ser alado que havia em mim
E o precipício não era mais barreira
E o medo não era mais impedimento
O que custou foi vencer a inércia
O que demorou foi a acreditar
Tudo agora era voar, voar
Sem medo de me estatelar
Tudo agora era viver, viver
Sem mais medo de morrer
E o rumor tornou-se chamamento
Talvez longínquo, talvez incerto
Mas já não vivo do tangível
Mas já não preciso de certezas
Já não sou mais perdido ou achado
Tudo agora é voar, voar
Tudo agora é viver, viver

 

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